A cirurgia de Whipple foi descrita na década de 30 por Alan Whipple nos EUA e devido à complexidade desta operação e uma elevada mortalidade até o inicio da década de 90, muitos cirurgiões eram relutantes em realizar esta operação.
Atualmente, em centros especializados e cirurgiões especialistas, a Duodenopancreatectomia (Cirurgia de Whipple) pode ser realizada com uma mortalidade inferior a 5%.
Classicamente nesta operação, remove-se o terço distal do estômago, duodeno, cabeça do pâncreas, vesícula biliar e ducto colédoco e nos casos de patologias malígnas, os linfonodos regionais ao redor dos vasos. Pode-se ainda, preservar o estômago em alguns casos selecionados.
A cirurgia de Whipple ainda pode ser utilizada em casos de pancreatite crônica cefálica e alguns outros raros tumores benignos da cabeça pancreática.
Cerca de 20% dos adenocarcinomas da cabeça pancreática apresentam invasão da veia porta ou da veia mesentérica superior. Muitos centros, contra indicam a cirurgia de Whipple quando há suspeita de envolvimento destes vasos pois alguns estudos não mostraram melhora na sobrevida dos pacientes que foram operados.
No entanto, os centros especializados em cirurgia hepatobileopancreática e transplante hepático, em virtude da experiência sobre os vasos espleno-porto-mesentéricos e com anastomoses destes vasos, podem remover com segurança esses tumores e ressecar os vasos e utilizar enxertos, preferencialmente a veia renal esquerda do paciente e restabelecer o fluxo portal.
Nosso grupo acumula alguma experiência em ressecção de veia porta em tumores bileo-pancreáticos há cerca de oito anos com bons resultados.
